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Como juntar 10 mil em 1 ano: a conta por mês, semana e dia

Como juntar 10 mil em 1 ano: a conta mês a mês (R$ 833,33), por semana e por dia, de onde tirar o dinheiro e onde guardar sem perder o acesso.

Equipe Calen · · Dicas

Para juntar 10 mil em 1 ano, você precisa guardar R$ 833,33 por mês, ou R$ 192,31 por semana, ou R$ 27,40 por dia. O segredo não é o valor, é tirar esse dinheiro assim que o salário cai e deixar num lugar que você consegue resgatar, mas não vê toda hora. Abaixo está a conta completa, de onde cortar e onde guardar.

Como juntar 10 mil em 1 ano: a conta

Dividir a meta pelo tempo é o primeiro passo. É o que transforma "quero juntar dinheiro" em um número que cabe (ou não) no seu mês.

  • R$ 10.000 em 12 meses: R$ 833,33 por mês, R$ 192,31 por semana, R$ 27,40 por dia.
  • R$ 15.000 em 12 meses: R$ 1.250,00 por mês, R$ 288,46 por semana, R$ 41,10 por dia.
  • R$ 20.000 em 12 meses: R$ 1.666,67 por mês, R$ 384,62 por semana, R$ 54,79 por dia.

Os valores por semana usam 52 semanas, e os por dia usam 365 dias. Eles já consideram só o que você deposita. Se o dinheiro render no caminho, você chega à meta um pouco antes (falamos disso mais abaixo).

Quer testar outros prazos e valores? A calculadora de meta de poupança faz essa divisão para qualquer meta.

E como juntar 20 mil em 1 ano?

A conta é a mesma, dobrada: R$ 1.666,67 por mês. Para muita gente isso já não sai só de cortes no dia a dia. Nesses casos costuma funcionar combinar três fontes: um valor fixo mensal menor, o 13º salário inteiro (ou parte dele) e qualquer renda extra do ano, como restituição do imposto de renda, bônus ou venda de algo parado em casa.

Imagine um salário de R$ 4.000. Guardar R$ 1.666,67 todo mês seria mais de 40% da renda. Agora imagine guardar R$ 1.000 por mês (R$ 12.000 no ano) e completar os R$ 8.000 restantes com o 13º e uma renda extra. A meta é a mesma, o aperto mensal é bem menor.

O valor cabe no seu mês?

Antes de prometer R$ 833,33 para você mesmo, confira se esse dinheiro existe. O caminho é olhar o que entra e o que sai de verdade, não o que você acha que gasta.

  1. Some a renda líquida do mês. O que cai na conta, não o salário bruto.
  2. Liste as despesas fixas. Aluguel, condomínio, contas de casa, escola, plano de saúde, parcelas.
  3. Olhe as variáveis dos últimos 3 meses. Mercado, delivery, transporte, lazer. A média desses três meses é mais honesta que um mês isolado.
  4. Subtraia. O que sobra é o seu espaço real para poupar.

Se sobra menos que R$ 833,33, você tem duas saídas: cortar gastos ou esticar o prazo. Juntar 10 mil em 15 meses (R$ 666,67 por mês) ainda é juntar 10 mil. Uma meta que você cumpre vale mais que uma meta bonita que você abandona em março.

De onde tirar o dinheiro: cortes concretos

O Caderno de Educação Financeira do Banco Central lembra que a soma de muitos gastos pequenos pode ser relevante. É por eles que vale começar, porque doem menos.

Assinaturas que você esqueceu

Streaming, apps, armazenamento em nuvem, academia que você não frequenta. Cada uma parece pequena, mas três ou quatro esquecidas somam um valor mensal que faz diferença. Revise a fatura do cartão linha por linha. Se achar alguma, veja o passo a passo de como cancelar assinaturas no iPhone, no Android e direto no site do serviço.

Delivery e comida fora

É onde costuma estar a maior folga. Exemplo: se você pede delivery 8 vezes por mês a R$ 50, são R$ 400. Cortar metade libera R$ 200 por mês, quase um quarto da meta de 10 mil.

Mercado sem lista

Ir ao mercado com lista e sem fome reduz a compra por impulso.

Planos maiores do que você usa

Celular, internet e TV por assinatura costumam estar acima do uso real. Pedir um plano menor gera uma economia que se repete todo mês.

Pague-se primeiro. O próprio Banco Central recomenda separar o dinheiro da reserva assim que o salário cai, inclusive com uma transferência automática mensal. O que sobra no fim do mês costuma ser zero.

Onde guardar o dinheiro enquanto junta

Aqui entra um conceito que o Banco Central explica no mesmo caderno: todo investimento tem três características, liquidez (a facilidade de virar dinheiro na mão), risco (a chance de perda) e rentabilidade (quanto rende).

Para um dinheiro que tem data para ser usado, como uma meta de 12 meses ou uma reserva de emergência, o que importa primeiro é:

  • Liquidez: poder resgatar quando precisar, sem esperar meses e sem perder parte do valor.
  • Baixo risco: o dinheiro precisa estar lá inteiro no fim do ano.
  • Separação: estar fora da conta que você usa no dia a dia. Dinheiro que aparece no saldo que você usa para pagar tudo tende a ser gasto.

Rentabilidade vem depois. Uma aplicação que promete render muito mais do que as outras quase sempre traz mais risco ou menos liquidez. Não existe um produto certo para todo mundo, então compare as opções do seu banco olhando essas três características antes de decidir.

Se você ainda não tem uma reserva de emergência, faz sentido que os primeiros milhares de reais sejam ela. O Banco Central trata a reserva como o que separa quem só paga as contas de quem está financeiramente saudável.

Quanto o rendimento ajuda?

Ajuda, mas não faz milagre em 12 meses. No curto prazo, quem faz a meta é o depósito. O rendimento é um empurrão.

O Caderno de Educação Financeira do Banco Central traz um exemplo: quem guarda R$ 1.000 por mês numa aplicação que rende 0,5% ao mês, com alta liquidez e segurança, junta R$ 24 mil em 23 meses, em vez de 24. Um mês a menos. É o efeito dos juros compostos, em que o rendimento passa a render também.

A taxa desse exemplo é só ilustração. O rendimento real depende da aplicação escolhida e muda ao longo do tempo, por isso não dá para prometer um número. Para simular com a taxa que você encontrar, use a calculadora de juros compostos.

Como acompanhar a meta sem desistir no meio

Metas de um ano costumam morrer em dois momentos: no mês de um gasto inesperado e no mês em que você não sabe mais quanto já juntou. Três hábitos ajudam:

  • Olhe o progresso uma vez por mês. Não todo dia. Uma data fixa, logo depois do depósito.
  • Tenha um plano para o mês ruim. Se num mês você só conseguir guardar metade, compense nos meses seguintes em vez de abandonar.
  • Saiba antes se o mês vai fechar. Se você enxerga o saldo previsto até o fim do mês, dá para ajustar o gasto antes de faltar dinheiro, e não depois.

No Calen, você cria metas financeiras e acompanha o progresso. A meta pode inclusive acompanhar o saldo de um investimento. O calendário mostra o saldo previsto de cada dia até o fim do mês, já com contas fixas, faturas e parcelas, o que ajuda a saber se o depósito da meta cabe. O modo grátis já tem metas e relatórios, e você pode ver os planos se quiser conectar os bancos.

Perguntas frequentes

Quanto guardar por mês para juntar 10 mil em 1 ano?

R$ 833,33 por mês. Por semana são R$ 192,31 e por dia, R$ 27,40. Se o dinheiro render, você chega um pouco antes.

Quanto guardar por mês para juntar 20 mil em 1 ano?

R$ 1.666,67 por mês, ou R$ 384,62 por semana. Se não couber só no salário, combine um valor mensal menor com o 13º e rendas extras do ano.

Dá para juntar 10 mil ganhando um salário mínimo?

Em 12 meses, é difícil, porque R$ 833,33 seria uma parte grande da renda. Uma saída realista é esticar o prazo e usar o 13º. O importante é ter um valor fixo que cabe e não parar.

Onde deixar o dinheiro enquanto junto?

Num lugar separado da conta do dia a dia, com liquidez (dá para resgatar quando precisar) e baixo risco. Compare as opções do seu banco por essas características antes da rentabilidade.